julho 29, 2013

Summertime by Charles Simic




wandern

Gosto tanto da palavra wandern. o som da palavra wandern, o embalar do colo da minha mãe. o vaguear, por aí, em peregrinação sem sentido , roam, vagabundear, ser um tramp, um vagabundo. ou simplesmente  se perder uma pessoa, se balader e errer, como fazem em França,  uma das prioridades  da vida de qualquer um, nem que seja uma vez na vida. Que óptimo programa de férias.


 

julho 14, 2013

passear





Visto-me de branco

e saio

volto a casa de todas as cores

sou encantada por todos os sons


risos de crianças , de pássaros,chilrear de águas correntes sobre as pedras.


Luz branca , luz colorida, luz entre as coisas, entre nós e o céu, luz, contra-luz, jogam e brincam connosco. Por isso se ri a criança,  entra no jogo e diverte-se,participa e constrói esta espécie de milagre que é estar vivo entre os mortais.


 Que interessa aos poetas estarem vivos nas palavras e nas belas pedras que construímos para eles. A eles interessou-lhes terem vivido os momentos, absorvido as pequenas centelhas, os  brilhos que trocamos uns com os outros, os que se tocam, os que têm a sorte de, como nós, se conseguir tocar. Tocou-me hoje  a gargalhada do que ainda não aprendeu a falar,  o seu rir e o seu olhar, o seu olhar vitorioso, para mim e para a mulher que o acompanha. Ele , pequeno ser de religação de estes outros elementos do  seu universo,  reuniu  no seu riso, o nosso olhar cúmplice,recebemos a sua luz, e distribuimo-la, pelo brilho da água ,pelos  contrastes lúdicos nas pedras , pelos sons , ora rumores, ora cascatas de riso,de fragores húmidos nas pedras que ali se reuniram por acaso.

No parque .



Que sortes, que acasos , que movimentos de massas humanas, de terras, de solos, nos reuniram fizeram encontrar.nos, logo nós, aqui.

 Nesta descida para o larguíssimo rio, lá em baixo,à saída do parque. Que acasos, juntaram estes seres, estes lugares,estes movimentos de terras, construíram estes conjuntos aonde se vive bem, em sítios que ninguém dava nada por eles. Alguém deve ter sonhado.

julho 03, 2013

ruy belo





Sabemos que é inútil reconstituir a vida de um poeta. O que importa é a sua voz. Mas como reconstituir a poesia de um poeta como Ruy Belo

 Este o ponto de partida para a construção do espectáculo que  Margarida Simas e André Costa apresentam  esta noite  em Sintra.