fevereiro 24, 2010

O melhor do filme

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,

I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley. 1849–1903

fevereiro 23, 2010

Arrumos e desarrumos. A ordem , individual?



Repartidos pelas estantes, finalmente. Mas sinto-os desconfortáveis, apertados, arrumados. Alguma desarrumação é precisa.Ter aqui à mão o poeta dos Açores, e a Virginia Woolf. Um quarto que seja meu, como o sonhei. A Lou Salomé, onde está? Gostava de a perceber perto, amo-te oh vida oh misteriosa vida, numa capa amarela.Pronto, ok. Tudo por ordem alfabética, em prateleiras de, géneros? Talvez. No fundo dispostos à volta de eles próprios. Os poemas (ou os poetas?)  com as bíblias. Os teatros, e, aparentemente fora-da-mãe, alguns, muito poucos, de que me socorria para tentar colar o que está escrito ao que acontece.
André Maurois, História de Inglaterra, Atlas de Bolso Historique da Stock, tenho um fraquinho por Atlas. Alguns filósofos cá em baixo, a suportar tudo o resto. Tem lógica, não?

Recordo conversa de aula do Prado Coelho, filho, que o pai não se perdia em cavaqueiras, sobre como arrumar livros numa estante.Seria a propósito de Barthes. Dizia ele que até podíamos optar pelo critério das cores, das alturas das lombadas, mas eu discordo, repugna-me sacrificar a estética do pensamento lógico à estética da imagem, da escultura, da decoração, mas já sou capaz de imaginar a Agustina perto de Camilo Pessanha, como também me apeteceria que Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro convivessem numa mesma prateleira.
Isto não significa que por vezes não tenha preterido a “ lógica da teoria da literatura” a favor da "estética da emoção". Haviam de ver a minha estantezinha apelidada de “ curiosos”, como eu os adoro, a estes livrinhos, antigos, de capa dura, gravada a ouro velho, habitados por tesouros singulares.

 O Theater-Bilderbuch, letra gótica que te oferece o texto dramatizado do Capuchinho Vermelho, acompanhado de uma dessas esculturas em papel cartonado, onde uma cena do conto se desdobra em 3d ao abrir o livro: no palco, o ingénuo Lobo em primeiro plano, o Capuchinho, lá atrás, caminhando despreocupada pela floresta.
E as Cartas de Soror Mariana da Colecção Lusitánia,  a mais selecta, económica e elegante de quantas se têm editado em Português, no mesmo volume, a Carta de Guia de Casados de D. Francisco Manuel de Mélo, pois, com acento. Os meus pequenos tesouros, alguns dos quais ainda não li, outros, pelo contrário, já foram livros de cabeceira ou de combóio, como os  Some Sayings of the Budha da World’s Classics, que terá sido oferecido a uma Anne Pauline por sua Mummy, e mais tarde a alguém, with love. Vidas, bilhetes de combóio, viagens, quantas, dentro dos livros.